Um belo poema de Quintana... do livro A cor do invisível
Dedicatória
Quem foi q disse que eu escrevo para as elites?
Quem foi q disse que eu escrevo para o bas-fond?
Eu escrevo para a Maria de Todo Dia.
Eu escrevo para o João Cara de Pão.
Para você, que está com este jornal na mão...
E de súbito descobre que a única novidade é a poesia.
O resto não passa decrônica policial - social - política.
E os jornais sempre proclamam que a "situação é crítica"!
Mas eu escrevo é para o João e a Maria,
Que quase sempre estão em situação crítica!
E por isso as minhas palavras são quotidianas como o pão nosso de cada dia
E a minha poesia é natural e simples como a água bebida na concha da mão.
Pequenos poemas...
Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas!
Das idéias
Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro de ti se achava inteiramente nua...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
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